Abaixo toda a entrevista, palavra por palavra, da conversa esclarecedora que Leonardo Ferreira teve com o Vereador independente Alexandre Rosa (PPS):
- Houve algum fato específico que levou o senhor a tomar a decisão de se tornar independente, de abandonar o G-5?
Leonardo, vou falar agora à todos que acessarem através da internet, e direi com muita clareza com o mesmo discurso que falei ontem na câmara, um discurso no qual eu tomei decisões políticas, decisão essa minha, decisão individual, depois de muitas reflexões, após todo esse episódio do verão, após o carnaval, refleti muito junto com a minha família, com os amigos, com os cabos eleitorais, sobre acerca de tudo que vem acontecendo com o meu nome, Vereador Alexandre Rosa, depois de todos esses fatos.
Eu tive, não um motivo, mas foram a junção de vários fatos que me fizeram chegar a essa decisão.
- Circulou pela cidade o boato que o senhor recebeu dinheiro para tomar essa decisão, isso é verdade?
Leonardo, essa é a primeira pergunta que a mim está sendo feito. Para quem me conhece e sabe quanto eu gosto e sei trabalhar, todos sabem que o que eu conquistei na minha vida, foi com muito suor e trabalho, porque eu tenho hoje, não tenho de berço, tenho através do trabalho das mãos da minha família, das minhas próprias mãos e as pessoas que me conhecem sabe que dinheiro não me faz não. Eu gosto e sei trabalhar para fazê-lo e jamais na política estaria fazendo algum tipo de barganha ou algum tipo de manobra que viesse me trazer benefícios pessoais em detrimento da população.
Eu sou uma pessoa de princípios, desde a minha infância, tenho uma formação religiosa e eu vou até aonde eu não tenha que ferir esses princípios. Por mais que queiram falar nesse sentindo, algumas más línguas, eu tenho certeza que a população me conhece, a sua grande maioria sabe que isso não aconteceu, que jamais eu venderia dificuldade pra colher facilidade e jamais eu faria algum tipo de proposta financeira para me dar bem e a população ter prejuízo com o me dar bem, pessoalmente, individualmente.
Eu tenho o entendimento que o principal objetivo do político é promover o bem comum e todos sabem que por eu não ser político de berço, minha atuação na comunidade me fez chegar a Câmara de Vereadores para servir esta comunidade. Eu sempre fui inegrado, sempre estive tão junto, diante de tantas modalidades que temos aí na cidade, de eventos, tantos setores que nós temos em nosso município, e eu sempre participei. Instituição carnavalesca, movimentos religiosos, movimentos esportivos, pela loja Alexandre Shopp levar o meu nome e a gente sempre patrocinando antes mesmo de estar na política, e digo à você Leonardo, para me dedicar a política abandonei os meus negócios e com isso eu perdi mais dinheiro na política do que antes de entrar.
O tempo fica dividido, a gente sabe que o olho do dono é que engorda o gado, eu não tenho tido tempo para estar alí olhando mais pelos meus negócios. Então, não me preocupo de falarem que levei algum dinheiro, que fui comprado, porque as pessoas sabem que isso não faz parte da decisão minha tomada na Sessão da Câmara ontem (quinta-feira – 31).
- Você já conversou com a Prefeita Carla Machado para um possível retorno ao grupo de apoio ao governo?
Ainda não. Mas não estou fechando portas, vou ser bem sincero! Politicamente tenho minhas pretensões e vou estar aí buscando esses espaços e como sanjoanense nato, quero muito bem o nosso povo, quero muito bem o nosso lugar, tudo meu é em São João da Barra, vivo aqui meu dia a dia, meus filhos também, dependo da saúde do município, da educação do município, do lazer do município para os meus filhos e, se a gente tem nas mãos a possibilidade e oportunidade de contribuir para que São João da Barra tenha melhores condições para nossos filhos, porque não fazer isso já que meus filhos e minha família também vivem aqui?
- Na Sessão de ontem o senhor pediu desculpas aos ambulantes. O senhor acha que não ter aprovado o pedido de suplementação, no ano passado, conforme foram enviados pelo governo foi errado? O senhor acha que prejudicou os ambulantes com seu voto contra a suplementação?
Veja bem Leonardo, eu pedi desculpas aos ambulantes pela perda que eles tiveram, porém não concordo quando se diz, como foi dito, que São João da Barra teria a maior programação de Verão do Estado do Rio, quando a gente vê uma vez por outra, em Copacabana, no Rio de Janeiro, acontecerem shows com apoio de instituições privadas. Eu não sou contra shows, todos me vêem participando da vida cultural de São João da Barra, todos me vêem participando de shows, acho que deva ter… Só que eu acho que a gente não precisa estar alocando recursos, milhões em shows, em demasia, enquanto a gente tem tantas necessidades como a educação e a saúde, enfim, quando a gente tiver esses problemas saneados, aí sim, a gente pode estar aí tentando com proporções de shows, com a quantidade que pediram.
Porém, também vejo, Leonardo, que precisa mais é dar condição ao cidadão sanjoanense, porque nós temos hoje recursos para isso, por termos a 7ª maior renda dos 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro, somos a segunda ou terceira maior renda per capita, e é preciso a gente dar condição ao sanjoanense para que ele possa, com seus próprios recursos, assistir a um filme no cinema, que ele mais gostar, assistir e pagar pelo show que ele quiser estar participando… Então, eu vejo que a gente tem que trazer, lógico, faz parte do turismo, faz parte da cultura, o show que atrai turistas para a cidade. Temos a juventude que gosta muito dos eventos de verão, mas é preciso dar condição à essas pessoas.
- O senhor falava sobre a iniciativa privada bancar shows em São João da Barra, sendo que o formato do Verão no município sempre foi a Prefeitura bancar os shows e toda a estrutura de verão. Como que em cima da hora, em dezembro, na hora de aprovar o verão, vocês não aprovaram usando essa justificativa? O senhor acha mesmo que alguma empresa em São João da Barra tem recursos o suficiente para bancar esses shows ou a programação que era uma programação milionária?
Leonardo, eu quis dar o exemplo de existem shows nacionais em outros municípios que tem parceria de alguma empresa privada. Bem, pode-se falar que São João da Barra não tem esse privilégio e que temos recursos para isso e, temos recursos sim, porém, não precisamos investir tantos milhões em quantidades de shows, além do necessário. Então, eu vejo que o fato da não aprovação do total dos recursos que a Prefeitura julgava necessário, teve uma atitude radical? Não vejo dessa forma. Vejo que poderíamos ter um diálogo institucional, que é o que não tem acontecido.
E através desse diálogo, o vereador vai lá dizer: “Olha, vamos lá tirar R$ 3 milhões aqui prefeita desses R$ 10,3 milhões, vamos deixar para depois, vamos ver se a gente investe mais na saúde, na educação e vamos fazer com R$ 4,5 milhões. Ah, poxa, R$ 4,5 milhões não dá? Então vamos fazer com R$ 7 milhões?”. Então esse é o diálogo que precisava ter. Mas quando começa a queda de braço como foi o que ocorreu aí no Verão, acaba que um lado não aprova e o outro lado não faz porque não me deu tudo o que eu quero. Então, essa queda de braço, que acaba prejudicando, por uma questão política, aqueles que esperam o verão para estar lá tirando o sustento de sua família, o seu pão de cada dia.
- O senhor disse que vai votar no que for melhor para o povo de São João da Barra, isso ontem na Sessão da Câmara quando anunciou sua saída do G-5. Então quer dizer que o G-5 não estava votando pensando no melhor para São João da Barra?
Leonardo, eu não vou me esquivar em dizer que dentro do grupo, por muitas e muitas vezes, eu fui contra o voto que seria dado em plenário. Porém, eu tenho compromissos com sanjoanenses, com os eleitores, não só os meus eleitores mas como todos os sanjoanenses que a partir do momento em que fui eleito vereador, eu não sou vereador só de quem votou em mim, eu sou vereador de toda a comunidade. E, eu não posso estar alí votando em grupo e vendo setores da população, da comunidade, perdendo suas oportunidades porque o meu voto tem que ser de grupo.
Então, o meu voto tem que ser consciente, um voto de um representante do povo para fazer política que beneficie ao município, para que beneficie as pessoas e, para tomar uma decisão minha, tomei essa decisão [de deixar o G-5], uma decisão que não tem volta e quero analisar, como falei ontem em Sessão na Cãmara, todos os projetos que chegarem e espero que não seja em cima da hora, em plenário, para que tenha que ser votado no mesmo dia. Quero analisar tanto do legislativo quanto do executivo e votar de acordo com o que eu achar correto, de acordo com o que eu achar justo. E se tiver que dialogar para ajustar aquilo que a minha concepção achar justo, eu vou dialogar.
- Se não tem volta para o G-5, então o senhor afirma que tem duas opções: Seguir independente [o que não vejo como uma boa opção, já que o senhor pretende vir como Prefeito] ou ir para o lado da posição [que o senhor deixou claro que não fez nenhuma negociação, mas que está aberto a possibilidade de uma negociação para voltar, então, à posição].
Claro, como político eu não posso fechar as portas. A minha base é política, é o atual grupo de governo que hoje a gente tem na posição, que tem como líder a Prefeita Carla Machado. Iniciei minha carreira política ao lado dela. Nesses passos que conquistei ao chegar a presidência da Câmara, foi algo que, é um direito que me assiste enquanto vereador. Afinal de contas eu não sou menos vereador que nenhum outro.
Já falei e repito mais uma vez, não pleitiei a presidência da Câmara para colocar barreiras entre o legislativo e o executivo, porém as circunstâncias fizeram com que a gente chegasse a tal ponto que pra mim foi um ponto limite e, a partir de então, eu vou realmente votar com a minha consciência, votar pelos sanjoanenses, aprovar e depois fiscalizar, e vamos levar desa forma aí, vou ouvir mais a população do que um grupo ou o outro grupo.
Tanto é que falei que não serei mais entitulado de G-5, G-4 ou G-3. Sou Alexandre Rosa, que teve 1.197 votos dados pela população e que estarei trabalhando de acordo com a vontade do povo, não só com a minha, nem de nenhum grupo, mas sim com a vontade do povo de São João da Barra.
- O senhor informou, antecipadamente a sua decisão de deixar o grupo ao G-5?
Eu como falei em meu discurso ontem, que muito do que eu iria colocar, quando dei introdução do meu discurso, Vereador Gersinho, Vereador Kaká, Vereador Camarão e Vereador Franquis, já eram sabedores. Sabedores das minhas aspirações políticas e sabedores das minhas insatisfações políticas. Outras muitas do que ali coloquei, eles não sabiam. Até porque, eram decisões minhas e eu não queria que fossem questionadas, porque de repente iriam querer usar alguma justificativa para que eu voltasse atrás e foi muito bem refletido por mim. Não foi durante um dia, durante dois dias, nem em um mês.
Foi refletido por mim com pessoas que realmente querem meu bem e que me ajudaram a tomar essa decisão para o bem de São João da Barra.
- O senhor teme algum tipo de represália dos seus antigos aliados?
Se falava muito em pacto de sangue, que o grupo do G-5 se desfaria se um do grupo moresse. Eu não tenho medo. O Vereador Gersinho quem fez esta colocação, foi muito infeliz nessa colocação que fez, porém eu como político sei que corro risco ao defender uma idéia ou defender uma tese, ou defender ou levantar uma bandeira.
Mas eu temo a Deus, estou com a minha consciência tranquila. Estou certo do que eu fiz, foi a decisão orientada também por Deus, devido a tudo que vinha acontecendo com o desgaste do meu nome. Fui testa de ferro de tudo que aconteceu, caiu mais foi na minha conta e eu tive que rever.
Feliz o ser humano que reconhece os erros e que rever atitudes para dar um passo adiante. Então, na vida da gente é assim mesmo, a gente só acerta com os erros que a gente comete.
- É verdade que após reunião da Câmara a sua esposa se reuniu com os demais vereadores do então G-4? Qual o motivo?
É verdade! Eu agradeço a minha esposa porque é uma pessoa de muita firmeza, que tem me ajudado muito nessas tomadas de decisão. Eu digo à você Leonardo que em determinado momento, quando a gente se pega numa condição quase que sem saída, eu deslumbrei a possibilidade de estar deixando a política, de concluir o meu mandato e deixar a política seguindo o meu caminho de negócios, com as minhas empresas, mas depois, com o apoio mesmo da família, eu repensei isso tudo e pensei que melhor do que me acovardar seria eu mudar de postura, eu ter coragem.
Então, eu hoje estou determinado, estou firme, com coragem de seguir em frente, sem temer nenhum tipo de ameaças que venham me fazer, confiar em Deus, procurar com certeza me resguardar, porque a gente não sabe, já que os ânimos ainda estão aflorados, de muitas pessoas. Nem Jesus foi unânime, eu costumo dizer, estava sendo odiado por uns e querido por outros, mas tenho certeza que com a postura que tomei, como vi ontem na Câmara, os produtores aplaudindo, o aplauso é a aprovação.
Pessoas que pelos “burburos” [*burburinhos / buxixos] que estava correndo pela cidade, pessoas do governo estavam lá e aplaudiram e, pessoas que também são oposição ao governo e aplaudiram. Então, eu vi que a maneira clara que eu coloquei na Câmara fez com que a maioria da população entendesse essa nova postura do Vereador Alexandre Rosa.
- O senhor pretende projetar a sua esposa na política futuramente?
Leonardo, quando você me fez a pergunta sobre minha ter conversado com o grupo, ela foi lá conversar no momento tumultuado, logo após a minha declaração na Câmara, ela foi pedir para eles me respeitarem e respeitarem a minha posição e terem calma porque o que se pode preservar, ainda, é a amizade. Nós fizemos um laço de amizade. Graças à Deus eu sou uma pessoa de agregar e, ela demonstrou uma postura de muita firmeza, de muita lealdade à mim, de querer fazer com que as coisas acontecessem de forma que não tivesse um trauma maior, nesse rompimento, mas eu nunca pensei em projetá-la na política não.
Até porque com a pretensão que tenho, de ser candidato a prefeito, entendo que não devo estar colocando pessoas que são ligadas a mim diretamente, familiares, concorrendo por exemplo, a um cargo de vereador, porque os outros candidatos acabam ficando com ciúmes, porque você tem irmão, você tem filho, tem esposa concorrendo, disputando com outros no palanque, você acaba sem querer sendo desigual.
- Temos que admitir que se sua esposa fosse eleita vereadora, com o senhor como Prefeito, as possibilidades de evitar um futuro novo G-5 seriam grandes, não é mesmo?
[risos] – Olha, você Leonardo é quem está colocando essa opção em primeira mão [risos], mas eu nunca pensei nessa opção mas, e acho que é uma opção QUASE descartada. Mas, o que que acontece Leonardo, eu tenho é que agregar a experiência política que eu tenho adquirido com esses dois mandatos, a experiência em administração pública, além do curso superior que eu tenho em gestão pública, mas a experiência da presidência da Câmara, me deu uma noção muito grande de administração pública e a gente hoje, por estar passando pela Câmara, sabe muito bem como deve ser o relacionamento com os vereadores para que você tenha uma Câmara amiga, aberta à diálogos e não uma Câmara subserviente, mas aberta a diálogos.
Então, se Deus quiser, conquistando esse espaço, saberei, até pela experiência de ter sido vereador nesses dois mandatos, de ter um diálogo franco e aberto com os vereadores.
- Independentemente de não ter sido unanimidade dentro de seu grupo político como o senhor afirmou, ainda há pouco, o senhor se sentiu aliviado com a decisão tomada [de sair do G-5 e se tornar independente]?
Eu me senti aliviado porque a decisão que tomei, foi uma decisão de coração. Em determinado momentos, Leonardo, demonstrei em algumas atitudes que tomei, ser um Alexandre diferente daquilo que sou. E quando esse Alexandre se revelou, eu caí de certa forma, no descrédito das pessoas. Então, eu com certeza, hoje mesmo vi muitas pessoas me dizerem: “Aquele não era o Alexandre que eu conheço, aquele não era o Alexandre que vi nascer e ser criado”. Eu sempre quis tanto o bem de São João da Barra e hoje estou podendo, novamente, ouvir das pessoas que agora sim, agora temos de volta o Alexandre que em determinado momento tinha perdido a sua identidade.
- Há alguma possibilidade do senhor vir como candidato a Prefeito por uma corrente alternativa, ou seja, nem pela oposição e nem pelo governo?
Leonardo, sabemos que a política em São João da Barra é muito polarizada. Não quero dizer que ao deixar de compor como um titular do G-5, que não poderei tê-los como aliados políticos no futuro. Quem diria que de ontem para hoje teríamos essa mudança, que não foi estratégica. Foi uma mudança de coração, por fatos que ocorreram e chegaram a me levar a tomar essa decisão. Porém, eu vejo Leonardo que é polarizada a política em São João da Barra, mas pode ser viável uma terceira via, porque sabemos que a Prefeita, a máquina terá seu candidato e a oposição já tem seu candidato, ao menos é o que a gente ouve falar.
Eu estou buscando e vou buscar junto ao povo, com as lideranças de comunidade, com os pré-candidatos a vereadores que são os maiores cabos eleitorais dos candidatos a Prefeito, alguns aliados que irão vir nos ajudar também, que a gente já está costurando isso… Enfim, eu estive essa semana, segunda-feira (28/03), no Rio de Janeiro, reunião dos pré-candidatos do PPS, dos prefeitáveis do PPS, onde estive lá com mais 12 (doze) prefeitáveis e a gente teve mais uma vez lá, reafirmado o compromisso com o partido, ao estar ajudando não só o partido, mas também ajudando de forma efetiva os fundos partidários, àqueles candidatos que realmente tem chances de estarem disputando seus municípios à Prefeitura.
E, temos agora a notícia de que na próxima segunda-feira (04/04), o PPS terá uma Assembléia… PPS que sempre foi oposição ao governo do Estado do Rio e poderá estar alinhando uma aliança com o PMDB a nível de estado na próxima segunda (04/04), o diretório executivo regional do Estado vai estar votando essa possível aliança com o PMDB.
- A possível aliança entre o PMDB com o PPS a nível estadual aproxima o senhor, a nível municipal, do Governo Carla Machado?
Se confirmar, o PPS deixa de ser oposição para ser governo e aí vi começar um alinhamento nos municípios, no cenário local, e eu sigo muito as orientação do partido. Tem o presidente que é uma pessoa de ética, e com certeza a gente vai estar chegando em um consenso no diálogo, num denominador comum. Então, se for viável que eu saia candidato pelo PPS, estarei saindo como candidato pelo PPS, se for possível que se faça alguma aliança, faremos alguma aliança. Então, vamos ver a conjuntura política no momento, vamos ver o que vai nortear, para onde vai nortear nossas decisões.
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