quarta-feira, 30 de março de 2011

Radiação no mar ao redor de usina em Fukushima está 3.355 vezes acima do limite de segurança

TÓQUIO - Novas leituras mostraram que a presença de iodo radioativo em águas do mar próximo à usina nuclear de Fukushima subiu para 3.335 vezes acima do limite legal, indicou nesta quarta-feira a agência estatal de segurança nuclear do Japão, apesar do organismo ter minimizado seu impacto, dizendo que as pessoas abandonaram a área e que havia detido a atividade de pesca. Esta é a concentração mais alta desde o início da crise

A poluição no oceano é uma preocupação para um país onde o peixe é parte central da dieta de seus habitantes.

Especialistas disseram que a vastidão do oceano e uma poderosa corrente deveriam diluir os altos níveis de radiação, limitando o perigo de contaminação aos peixes e ao restante da vida marinha.

Mas não está claro quanta radiação está se infiltrando no oceano e o controle das fugas poderia levar semanas ou meses, o que complica as avaliações precisas de risco.

Nesta quarta-feira, o Japão atualizou os seus padrões para usina de energia nuclear , o primeiro reconhecimento oficial de que suas normas eram insuficientes quando o terremoto de 11 de março danificou uma de suas instalações, desencadeando a pior crise atômica desde Chernobil, na Ucrânia, em 1986.

O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, cujo governo enfrenta fortes críticas por sua administração do desastre, recebeu a confirmação do apoio americano em uma conversa pelo telefone nesta quarta-feira com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, visitará Tóquio na quinta-feira. Ele será o primeiro líder estrangeiro que visita o país após o desastre.

Em uma demonstração adicional de apoio, a França enviou dois especialistas de seu fabricante estatal de reatores nucleares Areva.

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