No Rio, a bancada do PSD é maior do que a do PMDB, partido do governador Sérgio Cabral, que tem 11 membros. O deputado estadual Wagner Montes (PSD), já anunciou que quer disputar o governo do estado em 2014. Os partidos que mais perderam parlamentares para o PSD foram o PR (quatro), PDT e PSDB (dois cada). A deputada Myrian Rios, ex-PDT, é a mais nova aquisição do partido. Convidada por Wagner Montes, ela afirmou que seu antigo partido continua sendo sua família.
Entre as metas do PSD no Rio de Janeiro está o enfraquecimento do PR, partido do deputado federal Anthony Garotinho. O presidente estadual do PSD, ex-deputado Índio da Costa, reconhece que existe a intenção de diminuir a influência de Garotinho no Estado, embora afirme que não procura políticos do PR, atendendo somente os descontentes que vêm até a nova sigla.
— Atrapalhar o crescimento do Garotinho no estado é nossa estratégia. O Garotinho e a Rosinha não fizeram um bom governo. Desmontar os aliados de Garotinho faz parte da estratégia do PSD, sim — admitiu Indio da Costa, que deixou o DEM após ter sido vice na chapa de José Serra nas eleições do ano passado.
Como parte do plano, o partido vai lançar, com o apoio do PMDB, o deputado Roberto Henriques, até então aliado do ex-governador, à Prefeitura de Campos. A sigla também está disposta a sufocar o PR nas alianças para as disputas municipais de 2012, porque poderá fazer coligações com todos os partidos, exceto com o partido de Garotinho e com o DEM.
Brasília — Em seu discurso no encontro realizado em Brasília na última semana, líder do PSD, deputado Guilherme Campos (SP), saudou aquela que já é a terceira maior bancada da Câmara e fez questão de anunciar, um a um, o nome dos 55 deputados federais que se filiaram ao partido. Ele explicou que o partido terá ação construtiva. “O PSD não será um dinamitador, pelo simples prazer da explosão, será um construtor de pontes”, esclareceu. (A.B.L.)
Fonte: fmanha.com.br