Você é admitido em uma empresa e é mais que normal que como primeira função, seja alocado para realizar algumas tarefas operacionais. Mas como todo mundo, você quer evoluir, crescer, ser promovido. É natural que venha a ocupar, com o passar do tempo, um cargo de gerência. Quem sabe um dia chegue a diretor, depois vice-presidente e, por que não, presidente. Mas muitas coisas mudaram e continuam em contínua evolução. Uma das principais dificuldades encontradas atualmente por profissionais recém formados é, sem dúvida, a conquista do primeiro emprego. Fala-se muito em capacitação de mão-de-obra e ausência de mão-de-obra especializada no mercado de trabalho, mas a realidade passa também, pela dificuldade em conquistar experiência, preocupação para muitos jovens. Seja um estudante que precisa ajudar a família ou custear seus estudos, seja um buscando estágio ou um recém formado que esta batalhando para entrar no mercado e descobre surpreso, que seu suado diploma não é garantia de uma boa colocação profissional.
Em 23 de setembro deste ano, foi apresentado pelo de deputado estadual Roberto Henriques, o projeto de Lei 879 e 880/2011, em que propõe inclusão de parágrafo único para que as empresas que recebem incentivos por determinação legal, abram vagas para estagiários, na forma da Lei Federal 11.788, que prevê inclusive a remuneração, e também da mesma forma, 5% das vagas nesses grandes investimentos para a condição do primeiro emprego.
O projeto de lei na verdade é uma emenda que acrescentará um parágrafo único ao artigo 14 da lei 4.533 e já foi apresentado na Assembléia Legislativa, está em período de tramitação, para ir a plenário e poder ser sancionada. “A idéia é abrir campo de estágio em todas as áreas, qualificando os jovens e garantindo que depois de formados consigam o primeiro emprego, e assim evitarmos a importação de mão de obra para região”, ressalta o deputado Roberto Henriques.
Se o projeto for aprovado irá beneficiar milhares de jovens da região, pois com a obrigatoriedade de vagas de estágio e 20% para o primeiro emprego em todas as empresas instaladas e que vierem se instalar em Campos e região, diminuirá o número de alunos que saem de um curso técnico ou faculdade e não consegue uma chance no mercado de trabalho.
Exemplo da dificuldade encontrada atualmente pelos jovens recém formados é a técnica em administração Manuely Laurindo, que batalhou durante três anos para conquistar sua profissionalização e, por falta de oportunidade, acabou deixando de lado sua formação e passou a atuar em outro setor.
“Com certeza é uma grande proposta e, se aprovada, vai transformar a vida de muita gente. Fiz três anos de curso, sou técnica em administração, mas para a conclusão do curso, assim como em diversos lugares, tinha que cumprir estágio. O grande problema é que, na maioria das vezes, não é fácil conseguir uma vaga. Eu consegui, mas não atuei diretamente no meu setor. Sem experiência, ninguém contrata. Ou seja, atualmente tenho uma formação, mas não consigo atuar na minha área. Precisamos de incentivo. Acredito que assim como eu, muita gente acaba se profissionalizando, mas por conta da falta de oportunidades e necessidade de trabalhar, após algumas tentativas, acaba deixando de lado sua área de atuação e entrando no mercado através de outros setores”. Fonte: www.camposnoticia.com.br
