O Globo já fez uma matéria e vale uma tomada de posição dos políticos fluminenses: o rio Paraíba do Sul pode ter a busca por seus recursos aumentada exponencialmente. O governo de São Paulo conclui até dezembro um estudo, em que deve indicar quais bacias hidrográficas poderão prover água para a macrometrópole do estado (Grande São Paulo e Grande Campinas).
A inclusão do rio Paraíba, que em seu percurso por 1.200 quilômetros, divididos entre Rio, Minas e São Paulo, abastece 14,3 milhões de pessoas, no levantamento inquietou a população do vale homônimo e ambientalistas. Teme-se que o governo paulista financie uma nova transposição, gerando impactos, inclusive econômicos, na região banhada por ele.
A perspectiva de dividir o Paraíba com São Paulo causa preocupação. Para analistas, uma bacia hidrográfica não pode ser responsável pelo abastecimento dos dois principais centros urbanos do país. “Qualquer abastecimento que implique em retirada de água do Paraíba deve ser discutida em âmbito federal”, defende Marilene Ramos, do Instituto Estadual do Ambiente.
Morador atualmente em São João da Barra, o jornalista José Cunha Filho está pessimista. “Se este projeto passar podemos dar adeus ao rio enquanto fornecedor de água para a região. Do jeito que está, o Paraíba já não consegue sequer jogar água nos meses de inverno em Grussaí. Imagine quando ficar reduzido a um riachinho…”.
FONTE: http://www.fmanha.com.br/blogs/painel/