sábado, 30 de abril de 2011

IRMÃOS RECEBEM VOZ DE PRISÃO AO RECLAMAREM DE DEMORA NA UPA DE BOTAFOGO.

RIO - Duas pessoas receberam voz de prisão de um médico bombeiro na noite desta sexta-feira após reclamarem da demora no atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Botafogo, na Zona Sul do Rio. Os irmãos Valter Pinto Faria e Teresa Maria Pinto Faria teriam discutido com o tenente Mario Chaves Loureiro do Carmo, que estava de plantão na UPA, devido à espera de mais de três horas para o atendimento da mãe do dois, Olga Pestana de Faria, de 91 anos, que havia sido levada à unidade devido a dificuldades respiratórias. Na confusão, os irmãos acabaram sendo levados para a 10ª DP (Botafogo), onde prestaram depoimento e, em seguida, foram liberados.

De acordo com amigos dos irmãos, os dois tinham chegado à UPA com a mãe, que sofre de Alzheimer e é cadeirante, por volta das 17h. Às 20h, ela ainda não tinha sido atendida. Foi quando Valter começou a reclamar, e ouviu do médico bombeiro a explicação de que Olga já havia sido chamada, mas como não teria se apresentado, deveria fazer um novo cadastro e voltar para o início da fila. Inconformado com a resposta, Valter teria entrado numa das salas da UPA, que tinha acabado de ser desocupada por um paciente, e exigido que sua mãe fosse atendida.

Segundo a deputada estadual Janira Rocha (Psol), integrante da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e que acompanhou o caso, foi nesse momento que o tenente deu voz de prisão aos irmãos. Segundo ela, os dois relataram que, enquanto esperavam a chegada da Polícia Militar, foram mantidos trancados, junto com a mãe, por cerca de 15 minutos, dentro de uma sala da UPA.

_ É lamentável que não tivesse sido dada prioridade a uma senhora de 91 anos. Temos recebido denúncias de que a prática de médicos militares darem voz de prisão a pacientes ou a acompanhantes de pacientes em UPAs tem sido comum. Vamos levantar isso e discutir a militarização nas unidades de saúde _ disse a deputada.

Enquanto os irmãos prestavam depoimento na delegacia, Olga continuou esperando atendimento na UPA, sozinha.

De acordo com Janira, ontem à noite deveria haver cinco médicos de plantão na UPA. Mas segundo relataram funcionários da unidade a ela, havia apenas três médicos, sendo que dois deles foram para a delegacia prestar depoimento.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/04/22/irmaos-recebem-voz-de-prisao-ao-reclamarem-de-demora-na-upa-de-botafogo-924303893.asp#ixzz1L1GyvXi7

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